Publicado por: lgoncalves59pt | Janeiro 13, 2012

Recrutamento para o MCLC

JOVEM!!!

Se resides nos concelhos do Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, ou Chaves, não deixes que decidam o nosso futuro por nós!

Junta-te ao Movimento Cívico pela Linha do Corgo, na luta pelo regresso do comboio da Régua a Chaves!

Pelo desenvolvimento sustentável de Trás-os-Montes e Alto Douro, PRECISAMOS de uma alternativa ferroviária JÁ!

Saiba como inscrever-se em: https://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/contactos/

LUTA POR UM PROJECTO FERROVIARIO PARA O FUTURO  DA TUA REGIÃO !

NÃO BAIXES OS BRAÇOS !!!!

Movimento Cívico pela Linha do Corgo (MCLC)
https://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/

Linha do Corgo:Voluntarios para o MCLC

Linha do Corgo:Voluntarios para o MCLC

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Publicado por: lgoncalves59pt | Dezembro 20, 2011

Sobre a exploração turistica ferroviaria

Sobre a exploração turistica ferroviaria no Corgo

Ainda sobre o recente escandalo da tentativa de venda do comboio historico do Corgo. Em finais de Junho de 2011, o actual 1º Ministro Pedro Passos Coelho falava assim no Parlamento a proposito da “exploração turistica de algumas linhas ferroviarias” por parte de privados:

“….O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho disse hoje no Parlamento que equaciona abrir à operação privada linhas que tenham interesse turístico, mas que não sejam rentáveis porque têm poucos passageiros. Nesta situação devem estar linhas como a do Douro por exemplo….”

E tal como (ainda) acontece no Douro, também a linha do Corgo cheia de potencialidades turisticas e onde já houve mesmo exploração de comboios turisticos nos primeiros anos desta década.  

A pergunta que fica é: volvidos apenas 6 meses, o que mudou então no discurso do PM ?

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=493639

 

 

MCLC, 20 Dezembro 2011

A Federação Europeia de Caminhos-de-Ferro Turísticos apelou aos museus para não comprarem comboio de via estreita estacionado na Régua, em nome da defesa do património português.

CP tentou vender junto de museus ferroviários europeus o comboio histórico de via estreita estacionado na Régua, mas a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos (Fedecrail) boicotou essa tentativa, pedindo aos museus que renunciassem à compra, mesmo que estivessem interessados.

 “Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado”, disse ao PÚBLICO Jacques Daffis, vice-presidente da Fedecrail, que tomou a iniciativa de informar o Museu Nacional Ferroviário português, que desconhecia esta tentativa de venda por parte da CP. “O que é incrível é que a CP tenha proposto a sua venda sem informar previamente o museu português”, disse, explicando que a posição da Fedecrail é de que o património deste tipo só deve ser vendido ao estrangeiro “se não houver nenhuma possibilidade de preservação no país de origem e/ou se estiver em perigo”.

A tentativa de venda partiu da CP Frota, a unidade de negócios que gere o material circulante, através de um email muito informal, datado de 9 de Novembro e enviado para museus ferroviários europeus, no qual até se propunha que fossem estes a avançar com uma proposta de preço.

Contactada a CP, a porta-voz da empresa explicou que se trata de um comboio que está em condições operacionais (em 2005 ainda circulou na Linha do Corgo), mas que não tem agora utilização possível em Portugal, com o fim anunciado da Linha do Vouga, que é a última linha de via estreita em funcionamento no país. “Podendo haver interesse por alguma companhia ferroviária na sua colocação ao serviço para fins turísticos, a CP fez uma primeira auscultação do mercado para verificar a existência de eventuais interessados”, disse a mesma fonte. A CP mantém, por isso, o interesse na venda, mas admite agora que “será dada preferência ao Museu Nacional Ferroviário, caso este tenha disponibilidade” para o comprar.

Esta posição oficial da CP surpreendeu o presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Júlio Arroja, que tinha pedido à CP para que houvesse uma “cedência” (e não uma venda) daquele material circulante ao museu. “Foi feito um pedido à administração da CP e creio que o assunto está bem encaminhado”, disse ao PÚBLICO.

É que, embora tenha sede no Entroncamento, o Museu Nacional Ferroviário tem secções museológicas em todo o país e existe precisamente um projecto para Macinhata do Vouga (Águeda). Este projecto consiste na requalificação do complexo ferroviária daquela estação, para albergar ali o comboio histórico e poder vir a dar-lhe utilização, com passeios turísticos entre Aveiro, Águeda e Sernada do Vouga. Um projecto que agora fica no limbo, com o encerramento da Linha do Vouga.

Material do início do séc. XX

O comboio histórico de via estreita em causa é composto por uma locomotiva a vapor fabricada na Alemanha em 1923 e enviada para Portugal a título de indemnização da I Grande Guerra. Esta máquina prestou serviço em praticamente todas as linhas de via estreita do país e está ainda operacional. A composição pode também ser rebocada por uma locomotiva a diesel de 1964, fabricada em Espanha, e comprada pela CP em segunda mão nos anos setenta.

Além de um furgão em madeira de 1925 e de um vagão-cisterna, a composição inclui uma carruagem de origem belga de 1908, outra fabricada na Alemanha em 1925 e ainda uma outra construída pelos então Caminhos de Ferro do Estado, nas oficinas do Porto, em 1913. O conjunto constitui um acervo único em Portugal e raro na Europa, que deve ser preservado, “de preferência no país de origem”, refere Jacques Daffis.

Comboios turísticos

 Apesar de residual em Portugal, a exploração de comboios turísticos e dos museus ferroviários a que estes estão associados constituem uma actividade que só em três países europeus – Alemanha, Reino Unido e França – emprega 3812 pessoas e factura anualmente 174 milhões de euros.A Fedecrail – Federação Europeia dos Caminhos-de-Ferro Turísticos e Históricos é um organização de direito belga que congrega 616 membros de 27 países e que tem por missão a coordenação de todos os caminhos-de-ferro históricos e dos museus que se ocupam da sua conservação, bem como da protecção do material circulante que lhes está associado.

Em Portugal, o único comboio histórico em funcionamento é o do Douro, entre a Régua e o Pinhão, que só circula no período de Verão. A CP ameaça acabar com ele, se não aparecer qualquer entidade disposta a assumir-se como parceira de exploração do comboio que este ano registou prejuízos da ordem dos 60 mil euros. A CP já teve também o Comboio do Vinho do Porto, que circulou no Douro, mas que se encontra agora semi-abandonado em Contumil.

Fonte: jornal Publico 

Publicado por: lgoncalves59pt | Dezembro 4, 2011

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

 Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, e o MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, irão organizar duas manifestações, no âmbito de uma série de eventos dedicados aos Vales Durienses Ameaçados.

O MCLT organizará uma manifestação com percurso entre o Centro Cultural de Mirandela e a estação de caminhos-de-ferro de Mirandela, onde convidamos cada participante a acender uma vela para depositá-la depois no cais de embarque da estação de 124 anos. Esta manifestação está marcada para as16h30 do dia 1 de Dezembro próximo, e tem como principais objectivos não só despertar as consciências – sobretudo as que povoam o Governo em Lisboa – para a situação actual da Linha do Tua e a sua importância para o futuro da região, mas também para os factos e números que envolvem a construção da barragem do Tua.

O MCLC organizará um dia de aproximação à Linha do Corgo, que culminará na concentração no largo da estação da Régua, tendo como objectivo também chamar a atenção da sociedade civil para a situação actual da Linha do Corgo, e o seu potencial de desenvolvimento. A concentração está marcada para as 15h00 do dia 4 de Dezembro próximo.

Apesar de ambas as iniciativas apresentarem objectivos bem localizados, o convite estende-se a todas as associações, movimentos cívicos e cidadãos de todo o país, que lutam pelo caminho-de-ferro em diversas vertentes, desde a Linha do Minho à do Douro, do Ramal da Lousã e da Linha do Vouga à Linha do Oeste, e do Ramal de Cáceres e da Linha do Leste às Linhas do Sueste e Algarve.

Trinta anos de políticas desastrosas para o caminho-de-ferro em Portugal levaram-nos à miserável condição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, e agora o Plano Estratégico dos Transportes está a tentar ditar o encerramento de vias-férreas que no seu conjunto não representam sequer 3% dos prejuízos da CP, perpetuando uma farsa que lentamente levou o país a uma perigosíssima dependência das estradas.

BASTA! Esta situação é insustentável, e a má gestão sistemática de sucessivas tutelas e Conselhos de Administração da CP e da REFER não poderá passar incólume e remediada com mais encerramentos de troços ferroviários e perda de horários e outros serviços, com importância económico-social fundamental para o bem-estar da sociedade.

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal!

Vila Real, 27 de Novembro de 2011

Publicado por: lgoncalves59pt | Novembro 3, 2011

Comunicado – Rescaldo do debate em Alvações do Corgo

Rescaldo do debate em Alvações do Corgo

O MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, vem por este meio congratular todos os cidadãos que compareceram no Centro Cultural de Alvações do Corgo, para o debate promovido por este Movimento a respeito do presente e futuro da Linha do Corgo, no passado dia 30 de Outubro.

Para além da população local, que continua vergada sobre o peso da dúvida quanto ao futuro do seu direito à mobilidade, bem-estar e desenvolvimento, compareceram também o sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião, e o sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua, que tiveram intervenções dignas de registo no âmbito deste debate.

Estiveram presentes mais de 50 pessoas, distribuídas por faixas etárias que foram dos 5 anos de idade, aos 85 anos de idade, passando por jovens e adultos, que utilizaram o comboio para deslocações para os seus locais de estudo e trabalho, lazer e saúde.

Foi-lhes explicado porque é que Portugal é hoje o único país da Europa que nos últimos 20 anos perdeu passageiros na ferrovia: horários desajustados, material circulante anacrónico, mordomias incríveis para administradores, crescimento desregrado de quadros superiores e administradores, entre muitos outros factores, levaram a que Portugal, de 1988 até aos nossos dias, apresentasse números como a perda de 43% de passageiros, um terço da rede ferroviária nacional, e 52% de ferroviários, acumulando um aumento do prejuízo de quase 100% e da dívida de 400%.

Foi ainda demonstrado que um possível cenário de reabertura da Linha do Corgo da Régua a Chaves (96 km, a totalidade da Linha do Corgo), comprando ainda material circulante (automotoras para passageiros, e locomotivas e vagões para mercadorias), custaria tanto quanto custou a Variante da Trofa (3 km, na Linha do Minho), uma obra realizada por mero capricho de um autarca, à revelia da própria população.

O MCLC continuará a informar a população servida pela Linha do Corgo, promovendo no futuro novas formas de luta, pelo regresso do comboio a uma linha que não representará nem 1% dos prejuízos da CP, e que querem fazer de bode expiatório – em conjunto com outras vias semelhantes – de 30 anos de Terrorismo Social.

Movimento Cívico pela Linha do Corgo
https://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/

Publicado por: lgoncalves59pt | Outubro 29, 2011

Comunicado MCLC

Comunicado MCLC

Levantamento de Carris na Estação de Vila Real 

Fomos hoje alertados que uma empresa, supostamente com conhecimento da REFER e sob supervisão de um encarregado desta empresa pública, estaria a retirar da estação de Vila Real os carris anteriormente levantados no troço Régua – Vila Real na sequência das prometidas obras de requalificação da Linha do Corgo.

Foram recolhidas fotos que demonstram a presença de camiões e de uma máquina de levantamento de cargas, tendo dois membros do MCLC presenciado à carga de carris para um dos camiões. Os camiões não demonstram a que empresa pertencem, e aquando da gravação de uma entrevista por um canal de televisão a um dos membros do MCLC junto à entrada da estação de Vila Real, um dos camionistas dirigiu-se ao operador de câmara perguntando se lhe iam filmar o camião, num tom um pouco exaltado.

Numa semana onde se noticiou uma suspeita há muito gravada no seio dos trasmontanos, a de que o desmantelamento da Linha do Sabor estaria ligada a algum caso de corrupção, neste caso o denominado “Face Oculta”, que envolve entre outros precisamente a REFER e uma empresa de sucata em negócios de desmantelamento de vias-férreas, estes movimentos levantam demasiadas questões, que deverão ser esclarecidas urgentemente pela REFER.

Segundo conseguimos apurar, estes carris não seriam utilizados na reabertura da Linha do Corgo, pelo que não lhes restaria nenhuma função na estação de Vila Real. Admitindo que estes carris seriam do tipo de 30 a 40 kg/m, teriam de estar demasiado degradados para não terem mais utilidade numa Via Estreita, ou então a Linha do Corgo deverá contar com uma reabertura que inclua carris de 45 kg/m, relação de excelência para este tipo de vias.

A respeito do encerramento definitivo da Linha do Corgo não há ainda certezas, nem quanto ao que diz respeito às responsabilidades da REFER (reposição da via), nem quanto às da CP (transportes alternativos).

Relembramos que o encerramento das Linhas do Tua, Corgo e Tâmega e do Ramal da Figueira da Foz, representaria um alívio dos prejuízos da CP de apenas 6 milhões de euros por ano, o que não chega a representar 3% do seu défice, longe, demasiado longe de tal representar o que quer que seja no objectivo de equilibrar as contas desta empresa pública, mas brutalmente perto de nova medida de terrorismo social da tutela dos transportes. Estes números não incluirão as perdas de receita advindas do encerramento.

Em 20 anos, os caminhos-de-ferro portugueses perderam 43% de passageiros (inédito em toda a União Europeia), um terço da sua extensão, e metade dos seus trabalhadores, tudo em nome do equilíbrio das contas; o resultado é o agravamento do défice para o dobro e da dívida para o quádruplo, juntamente com um agravamento dos custos com administradores de 110%.

A Linha do Corgo já não tem pessoal nas estações intermédias, e a estação de topo, Vila Real, só abre uma vez por mês, para a venda de passes. Alvações do Corgo não dispõe de outro transporte público que não o comboio, sendo que as deslocações de comboio ou de automóvel particular ou mesmo de autocarro apresentam na Linha do Corgo as seguintes características (ver em anexo no email).

Ficará este dia conhecido também como Noite do Roubo, neste caso mais descaradamente, como Tarde do Roubo?

Vila Real, 27 de Outubro de 2011

Movimento Civico Pela Linha do Corgo

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

 
Noticia na SIC:

Publicado por: lgoncalves59pt | Outubro 25, 2011

O Presente e o Futuro da Linha do Corgo

O Presente e o Futuro da Linha do Corgo

DEBATE PUBLICO

Centro Cultural de Alvações do Corgo

30 de Outubro de 2011, 16.00 h

Este é o primeiro debate promovido pelo MCLC, em Alvações do Corgo,  a decorrer no próximo domingo, dia 30 de Outubro, no Centro Cultural de Alvações, a partir das 16h00. 

Debate sobre a linha do Corgo, Alvações do Corgo, 30/10/2011-16 h

Durante o debate serão apresentados alguns  números e factos sobre a Linha do Corgo.  Seguidamente será promovida a discussão sobre a situação desta linha á luz das recentes noticias do Plano Estrategico de Transportes  (PET)  e  as consequencias graves que o seu encerramento terá para toda esta região.  Discutir-se-á ainda sobre  a  real importancia desta via ferroviária para  o desenvolvimento de todo o distrito de Vila-Real.

Todos estão convidados a partilhar as suas ideias no decorrer deste debate, e será aproveitado o momento para assinar a Petição pela Linha do Corgo e que se encontra disponível através do link a seguir indicado:

(http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15067).

Vila Real, 24 de Outubro de 2011

Todos juntos não seremos demais!
Movimento Cívico pela Linha do Corgo
Publicado por: lgoncalves59pt | Outubro 13, 2011

Comunicado – Movimento Cívico pela Linha do Corgo

Comunicado
Movimento Cívico pela Linha do Corgo

Pedro Passos Coelho, cabeça de lista por Vila Real nas últimas eleições legislativas, ex Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, e actual Primeiro-Ministro de Portugal, defendeu em Maio do corrente ano, volvidos 2 anos e 2 meses sobre o abrupto encerramento do troço Régua – Vila Real da Linha do Corgo, o seguinte:
Quando a linha (do Corgo) foi encerrada à circulação, o Governo assumiu que era temporariamente. A verdade é que o tempo vai passando e o Governo faz o facto consumado de vir dizer agora, como estamos em grandes dificuldades financeiras, que já não se poder fazer a remodelação que estava prevista.
Ora isso não pode ser. Nós precisamos de ter investimento de mais proximidade que crie mais emprego e seja mais produtivo e investir menos em coisas onde se fizeram mal as contas e que vão provocar prejuízos de milhões e milhões de euros que nos vão custar muito a pagar nos próximos anos.
Em Outubro do mesmo ano, apenas 5 meses após estas palavras, um Ministro do seu executivo anuncia o encerramento definitivo da Linha do Corgo, sem apelo nem agravo, em nome de um equilíbrio de contas ferroviárias tentado sempre à custa do encerramento de vias-férreas como a do Corgo, e sempre com resultados desastrosos.
Sublinhamos que em 1992, último ano da hecatombe ferroviária promovida por Cavaco Silva, na qual foram encerrados 900 km de vias-férreas em apenas 5 anos, também à época apelidadas de “altamente deficitárias”, o défice da CP era de 178 milhões de euros, buraco o qual em 2008 já tinha aumentado 143% para 433 milhões de euros. No mesmo período de tempo, 11 mil ferroviários cessaram as suas funções, e os custos com administração cresceram 110%, enquanto a política de horários desajustados prosseguiu, juntamente com o encerramento de dezenas de estações e um investimento na manutenção da via cada vez menor.
Em 2010 a REFER deu-se ainda ao luxo de gastar 67 milhões de euros na Variante da Trofa, percurso inteiramente novo da Linha do Minho, com apenas 3 km de extensão (22 milhões de euros por quilómetro!!!), por inteiro capricho de um ex autarca da Trofa, dado este não desejar a Linha do Minho dentro desta localidade. O que sobeja para capricho de uns, daria para reabrir a Linha do Corgo entre a Régua e Vila Real, pelas contas da própria REFER, TRÊS VEZES!
A farsa de 30 anos de que só encerrando as ditas “vias secundárias” será possível equilibrar as contas das empresas públicas ferroviárias valeram a Portugal a incrível posição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros nos últimos 20 anos, quando os horários, serviços e a própria manutenção destas mesmas vias se reduzem a mínimos e esquemas abusivos e insultuosos, raiando mesmo o criminosos.
Não podemos continuar a compactuar com esta abjecta aldrabice, que atirou Trás-os-Montes e Alto Douro quase em exclusivo para os braços mortais da rodovia, estrangulando o desenvolvimento regional e hipotecando o seu futuro, sem outro tipo de alternativas de escoamento de produtos e movimentação dos seus habitantes e visitantes, entre os quais se contam inúmeros cidadãos desfavorecidos, naquela que foi considerada no ano transacto a região mais pobre de toda a União Europeia. Com uma A24 portajada, uma viagem da Régua a Chaves (73 km em auto-estrada) só em portagens ficará por € 6,40 (uma viagem na A1 entre Alverca e Torres Novas, de 82 km de comprimento, custa em portagens € 5,65, tornando as portagens da A24 um autêntico saque aos trasmontanos), o que de comboio custaria à volta de € 8,20. No entanto, € 8,50 é o que um automóvel a gasolina gastará em combustível para ir da estação da Régua à de Chaves (consumo de 6,5 litros aos 100 km, gasolina a € 1,50 o litro), num percurso de 87 km (menos 9 km apenas do que o mesmo percurso pela Linha do Corgo), fazendo com que este trajecto custe no total e para este exemplo uns proibitivos € 14,15, contra € 8,20 de um bilhete inteiro em tarifa Regional para o comboio – em termos de passe mensal a diferença por viagem é ainda mais significativa.
Já os custos para o transporte de mercadorias, principalmente aquelas que enfrentarão pela Europa a fora tarifas ecológicas nas auto-estradas, e com o contínuo aumento do preço dos combustíveis, o sentido único promovido em Portugal para a rodovia será uma autêntica sentença de morte para várias empresas e uma bomba relógio para a Economia.
Desta forma, o MCLC convida todos os trasmontanos mas também todos os portugueses a unirem a sua voz de descontentamento contra o falacioso encerramento da Linha do Corgo! Aceda à PETIÇÃO PELA LINHA DO CORGO em http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15067, ou através do site do MCLC em https://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/.
 
Todos juntos não seremos demais!
Vila Real, 12 de Outubro de 2011.
Movimento Cívico pela Linha do Corgo
Daniel Conde

01-Julho-2011

Verdes questionaram governo sobre politica para o sector ferroviário e Linha do Tua

Os Verdes” questionaram ontem o Primeiro-ministro, no âmbito do debate sobre o programa do Governo, sobre a possibilidade de encerramento de mais linhas ferroviárias e também sobre os compromissos que Passos Coelho assumiu durante a campanha eleitoral, de reavaliar a questão da Linha do Tua. 

Face ao que está escrito no programa do Governo sobre esta matéria e considerando o que foi divulgado, na comunicação social, sobre um documento da autoria do Governo anterior dirigido à troika, onde eram reveladas as intenções de encerrar cerca de 800km de vias ferroviárias, a Deputada ecologista, Heloísa Apolónia, exigiu que o actual Primeiro-ministro clarificasse o significado do “redimensionamento” da rede ferroviária (expressão utilizada no programa do Governo) e questionou se esse redimensionamento significa mais encerramentos de linhas, num país em que já é evidente o défice ferroviário existente. 

A Deputada alertou ainda para os perigos da privatização de linhas e as consequências da mesma para os passageiros e para a prestação de um serviço público de transportes, fundamental para o país. 

Da escassa resposta de Passos Coelhos, apenas fica claro que o novo Governo pretende prosseguir com as intenções de privatização de linhas férreas, dando continuidade ao programa da troika e às intenções do anterior Governo, sujeitando os portugueses ao aumento das tarifas e a uma degradação do serviço e da segurança ferroviária, tal como se pôde verificar em Inglaterra aquando da privatização dos transportes ferroviários.

O Primeiro-ministro assumiu a continuidade de intenção de privatização das linhas suburbanas, já afirmada pelo anterior Governo, e abre portas à privatização de outras, nomeadamente os ramais da Linha do Douro, tendo mesmo citado a Linha do Corgo

http://www.osverdes.pt/

Publicado por: lgoncalves59pt | Julho 5, 2011

Linha do Corgo: autarcas apreensivos pedem soluções ao governo

01-Julho-2011

Linha do Corgo: autarcas apreensivos pedem soluções ao governo

A linha do Corgo, encerrada há dois anos, deveria reabrir no final de 2010, mas continua desativada, pelo que os autarcas estão apreensivos quanto ao futuro da linha e pedem uma “rápida” intervenção do novo governo.

A linha do Corgo, que ligava a Régua a Vila Real, foi encerrada em março de 2009 pelo governo PS, que alegou razões de segurança.

As obras de reparação iriam ter um investimento de 23,4 milhões de euros e a linha deveria reabrir até ao final de 2010, mas os trabalhos pararam depois do desmantelamento dos carris, dando lugar a um estradão de terra batida.

http://aeiou.expresso.pt/linha-do-corgo-autarcas-apreensivos-pedem-solucoes-ao-governo=f659154

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