Publicado por: lgoncalves59pt | Maio 11, 2012

Excursão pela Linha do Corgo, 30 de Abril 2012

Excursão pela Linha do Corgo, 30 de Abril 2012

Realizou-se no dia 30 de Abril, por iniciativa iniciativa dos Carrileiros Portugal e no âmbito da IX Xuntanza de Trens,uma excursão naquela que foi uma das linhas mais belas de Portugal…a Linha do Corgo. O seu inicio teve lugar em Chaves aonde foi visitado o Núcleo Museológico de Chaves. Nesta secção pode apreciar-se diverso material ferroviário, especialmente dos Caminhos de Ferro do Estado – Direcção do Minho e Douro, a expensas de quem foi construída. Do material exposto destaque para três tipos de locomotivas de Via Estreita:- Locomotiva E 161 (1905) -
- Locomotiva E 41 (1904)
- Locomotiva E 203 (1911)
- Quadriciclo motorizado (início da década de 30)
- Ambulância postal APEyf 27 (1954)
- Bomba de incêndio manual
- Vagão de bordas baixas 3885014
- Vagão de bordas baixas 3886004…Após visita ao Núcleo Museológico de Chaves, seguiu-se em direcção á estação do Tamega (estação completamente restaurada, actualmente propriedade do Sr. José João Morais e onde se pode ver em exposição uma Locomotiva a vapor , carruagem e vagão), Vilarinho das Paranheiras, Vidago, Pedras Salgadas, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real. Nesta ultima cidade foi possivel contemplar a beleza da locomotiva a Vapor Henschel & Sohn – Alemanha , E 169 (ex. M.D.409) de 1908  e que está exposta no jardim da estação de Vila Real num estado excelente – fruto do trabalho e dedicação de um maquinista reformado (Sr. Jaime).
Esta excursão contou proponderantemente com aficcionados do ferrocarril de Vila Real, Ourense, Madrid, Barcelona e Valência.
 
Seguem-se algumas fotografias publicadas no site  dos Carrileiros de Portugal:
 
Passeio pela Linha do Corgo (estação de Chaves)

Passeio pela Linha do Corgo (estação de Chaves)

 
Publicado por: lgoncalves59pt | Abril 1, 2012

1 de Abril de 1906 – O comboio chegou a Vila Real

1 de Abril de 1906
Há 106 anos o comboio do Corgo chegou a Vila Real

Até que enfim ! Foi esta a exclamaçao que se soltou do peito arfante do povo de Villa Real e se desprendeu dos lábios de todos nós, ao vermos chegar a dentro das agulhas da estação d’esta villa a primeira locomotiva, que triumphantemente rompa por entre allas espessas d’uma gente que em enthusiásticas e esfusiantes acclamaçoes victoriava todos aqueles que pela realisação da sua mais justa aspiração tinham com inteligencia e vontade trabalhado.

Era uma exclamação representante e significativa do salutar allivio que ao espirito dos que com ancia aspiravam ao usufruto das primicias d´ um bem entendido progresso chegava, que se ia perder ao ar alto abafada pela ensurdecedora e enthusiastica manifestação feita aos illustres engenheiros conselheiros Fernando de Sousa, Póvoas, Affonso Cabral e José Sarmento e a todos os homens publicos que pela sua situação em destaque no meio politico e social d´este paiz poderam e quizeram até á  encantadora capital de Tras-os-Montes trazer este grande elemento de progresso e ressurgimento economico á nossa provincia tão até hoje desprezada apesar de grandemente rica pela fertilidade do seu solo e de encantadoramente bela pela sua disposição dos seus terrenos.

Eram 11 horas menos alguns minutos, quando uma girandola anunciou a chegada do comboio á casa de guarda, nas Lameiras e 11 horas precisas quando entrou nas agulhas da estação. Parado o comboio em frente á plataforma da estação, foram erguidos muitos vivas ao srs Conde de Villa Real, conselheiro Antonio d´Azevedo, Teixeira de Sousa, Vargas, etc. E toda a assistencia numerosa e selecta, acolheu com uma prolongada salva de palmas os illustres engenheiros Fernando de Sousa, Gualberto Póvoas, Affonso Cabral e José Sarmento.

Não é fácil descrever a comoção e os frémitos d´alegria, que em si encerrou esta singular manifestação, em seguida á qual os dignos engenheiros se encaminharam, acompanhados de centenas de centenas e pessoas para a Casa de Raposeira, onde devia-lhe ser dado um almoço.

                                                                          *
Durante todo o percurso foram lançadas ao ar girandolas de foguetes, alguns dos quaes innundavam os ares de pequenos papeis que continham saudações a S.M d´El-Rei, a S.M a Rainha, engeneheiros e todas as pessoas que prestaram o seu concurso para a effectivação de tão desejado melhoramento.
Na estação da Povoação aguardava o comboio um banda de música que n´elle seguiu até á estação de Villa Real, onde tocavam cinco bandas que já de madrugada e ás 10 horas da manhã haviam percorrido as ruas da Villa.

                                                                           *
Desde o pontão de Peneda até á gare achava-se todo o recinto embandeirado e com galhardetes em postes de madeira, bem como o edificio da estação e a Casa da Raposeira, onde teve logar o almoço e que tão gentilmente foi cedida pelo seu proprietário, o nosso amigo sr. Antonio Vieira dos Santos.

                                                                           *
A concorrencia do povo d´esta Villa e das freguesias do concelho foi enorme superior á expectativa, pois aclcula-se que não estivessem menos de 8000 pessoas no recinto da estação, avenida e imediações.

in “O progresso do Norte”, Villa Real 5 de Abril de 1906


Publicado por: lgoncalves59pt | Janeiro 16, 2012

Sobre o Comboio Histórico de Via Estreita do Corgo

Carta Aberta: Hipocrisia do Conselho de Administração da CP

Fui recentemente confrontado, não sem algum choque, pesem embora anos de experiência como utente e como cidadão a respeito do modus operandi da CP, com uma notícia que dava conta da tentativa desta – galantemente gorada – em vender o Comboio Histórico de Via Estreita do Corgo para um qualquer museu no estrangeiro. Jacques Daffis, Vice-presidente da FEDECRAIL (Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos), com o qual tive já o prazer de trocar algumas impressões sobre a Linha do Tua, foi responsável por indagar junto do próprio Museu Ferroviário Nacional se este tinha conhecimento da tentativa trapalhona de venda da CP deste material único, os quais, mesmo apesar de terem interposto um pedido de cedência deste material, não haviam sido informados. Segundo o próprio, “Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado“. Ao que se apurou, uma porta-voz da CP terá tentado justificar esta trapalhada da seguinte forma: “Podendo haver interesse por alguma companhia ferroviária na sua colocação ao serviço para fins turísticos, a CP fez uma primeira auscultação do mercado para verificar a existência de eventuais interessados”. E é aqui que eu entro: tem graça, a mim ninguém me perguntou nada. À margem da minha actividade no Movimento Cívico pela Linha do Tua, do qual sou co-fundador, participei na 1ª edição do concurso nacional de empreendedorismo denominado “Realiza o teu Sonho”, da autoria e responsabilidade da associação Acredita Portugal. O projecto que levei a concurso teve o sugestivo nome de “Turismo Ferroviário na Linha do Tua”, e ficou em 3º lugar, entre centenas de projectos admitidos a concurso (vide http://www.acreditaportugal.pt/realiza-o-teu-sonho1/sumario-dos-projectos.php). Após receber o galardão em Julho de 2010, indaguei imediatamente o Conselho de Administração (CA) da CP sobre a sua disponibilidade e amabilidade em me receberem em reunião, para lhes poder ser apresentado o meu projecto, uma vez que tinha como ponto fulcral a cedência ou venda do mesmíssimo material histórico de que estamos a tratar nesta carta. Em correio electrónico de 1 de Outubro desse ano, a secretária do Vogal Dr. Nuno Moreira, do CA da CP, fazia-me chegar a deliberação deste membro da cúpula da arruinada empresa pública: Como é do seu conhecimento a Linha do Tua encontra-se interdita à circulação ferroviária. Nesse contexto, o projecto apresentado de exploração do comboio a vapor de via estreita na referida linha é inviável enquanto se mantiverem as actuais restrições, que, sendo alteradas, permitirão uma reavaliação do projecto. Não contente com esta desculpa esfarrapada, remeti novo pedido de audiência a 3 de Março de 2011, do qual não obtive ainda qualquer resposta. Como noticiou e muito bem o jornalista autor da peça pela qual soube desta ignomínia, só na França, Reino Unido e Alemanha, o turismo ferroviário emprega quase quatro mil pessoas, e rende anualmente 174 milhões de euros, por vezes em vias-férreas recuperadas de décadas de ruína com a ajuda de mão-de-obra voluntária. Convém ainda referir que algumas destas jóias industriais, paisagísticas e humanas, desenrolam-se em traçados de distância inferior a 16 km, que é aquela de que a Linha do Tua dispõe actualmente para circulações ferroviárias, entre o Cachão e Carvalhais, fora os 20 km entre a Brunheda e o Cachão – à espera de uma decisão advinda da barragem do Tua – e os 76 km amputados entre Carvalhais e Bragança em 1992, que incluem por exemplo o cume ferroviário português em Santa Comba de Rossas. Portugal possui 2 serviços turísticos ferroviários apenas, ambos no troço Régua – Pocinho, o mais ameaçado de extermínio na Linha do Douro. Entre os países francófonos da Europa, são 70 as empresas de exploração ferroviária turística, e na Espanha só a FEVE – maior operadora de Via Estreita do país de nuestros hermanos – conta com quase 10 destes serviços, de entre os quais 2 são comboios de luxo com programas de uma semana inteira. No País de Gales, o pequeno/grande projecto e exemplo de empreendedorismo e civismo da Welsh Highland Railway foi responsável por recuperar uma Via Estreita cuja linha há décadas havia desaparecido, graças a apoios comunitários, mas também a mecenas e voluntários de todos os quadrantes sociais; emprega 65 funcionários, gera anualmente 15 milhões de libras esterlinas de receitas para a economia local, e criou 350 postos de trabalho indirectos na região. A sua extensão é de 40 km – da Brunheda a Carvalhais, na Linha do Tua, são 37 km. No País Basco, existe uma automotora Allan em exibição que circulou anos a fio nas Linhas do Tua e do Vouga, para além de uma locomotiva a vapor que faz serviços turísticos, gratificantemente apelidada de “Portuguesa”; na Suíça, o comboio histórico do Vale do Jura circula com outra locomotiva a vapor que cruzou a orografia trasmontana décadas a fio; nos Andes, as “Xepas” – automotoras que serviram nas Linhas do Tua e do Corgo – escalam montanhas de emoções únicas; na África subsaariana, as mais potentes locomotivas diesel de Via Estreita que circularam em Portugal (1.000 cavalos de potência), sendo a Linha do Tua a última via que serviram, rebocam pobres carruagens apinhadas de gente; recentemente, outra locomotiva a vapor de Via Estreita foi desmantelada e levada do Pocinho para a Alemanha para restauro, enquanto as fantásticas carruagens italianas “Napolitanas” apodrecem com displicência no Tua, e o museu ferroviário de Bragança segue com mais de 10 anos de encerramento. Na qualidade de cidadão português trapaceado e negligenciado por um Conselho de Administração que esbanja nesciamente todos os anos o meu dinheiro de impostos, e que prefere ver material histórico ferroviário de Via Estreita exposto em museus estrangeiros, a rebocar comboios turísticos ou de passageiros no estrangeiro, ou a apodrecer e a cair aos pedaços em linhas de resguardo ou escondidos da vista em cocheiras espalhadas pelo país a fora, venho por este meio exigir uma satisfação. De quem, tanto faz, desde que tenha a vergonha e a decência de dar a cara por 30 anos de extermínio e escárnio do nosso património ferroviário de Via Estreita PORTUGUÊS, e explicar como é que é possível que certos gestores e governantes clamem por iniciativas privadas, quando ao mesmo tempo tecem todos os esforços e ardis por castrar todas elas sem um pingo de decência, honra patriótica, ou pura e simples vergonha na cara.

Mirandela, 12 de Janeiro de 2012
Daniel Conde
(MCLC)

Publicado por: lgoncalves59pt | Janeiro 13, 2012

Recrutamento para o MCLC

JOVEM!!!

Se resides nos concelhos do Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, ou Chaves, não deixes que decidam o nosso futuro por nós!

Junta-te ao Movimento Cívico pela Linha do Corgo, na luta pelo regresso do comboio da Régua a Chaves!

Pelo desenvolvimento sustentável de Trás-os-Montes e Alto Douro, PRECISAMOS de uma alternativa ferroviária JÁ!

Saiba como inscrever-se em: http://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/contactos/

LUTA POR UM PROJECTO FERROVIARIO PARA O FUTURO  DA TUA REGIÃO !

NÃO BAIXES OS BRAÇOS !!!!

Movimento Cívico pela Linha do Corgo (MCLC)
http://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/

Linha do Corgo:Voluntarios para o MCLC

Linha do Corgo:Voluntarios para o MCLC

Publicado por: lgoncalves59pt | Dezembro 20, 2011

Sobre a exploração turistica ferroviaria

Sobre a exploração turistica ferroviaria no Corgo

Ainda sobre o recente escandalo da tentativa de venda do comboio historico do Corgo. Em finais de Junho de 2011, o actual 1º Ministro Pedro Passos Coelho falava assim no Parlamento a proposito da “exploração turistica de algumas linhas ferroviarias” por parte de privados:

“….O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho disse hoje no Parlamento que equaciona abrir à operação privada linhas que tenham interesse turístico, mas que não sejam rentáveis porque têm poucos passageiros. Nesta situação devem estar linhas como a do Douro por exemplo….”

E tal como (ainda) acontece no Douro, também a linha do Corgo cheia de potencialidades turisticas e onde já houve mesmo exploração de comboios turisticos nos primeiros anos desta década.  

A pergunta que fica é: volvidos apenas 6 meses, o que mudou então no discurso do PM ?

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=493639

 

 

MCLC, 20 Dezembro 2011

A Federação Europeia de Caminhos-de-Ferro Turísticos apelou aos museus para não comprarem comboio de via estreita estacionado na Régua, em nome da defesa do património português.

CP tentou vender junto de museus ferroviários europeus o comboio histórico de via estreita estacionado na Régua, mas a Federação Europeia das Associações de Caminhos-de-Ferro Turísticos (Fedecrail) boicotou essa tentativa, pedindo aos museus que renunciassem à compra, mesmo que estivessem interessados.

 ”Essa proposta pareceu-nos escandalosa, porque o material em via métrica português é raro e é uma composição que está em bom estado”, disse ao PÚBLICO Jacques Daffis, vice-presidente da Fedecrail, que tomou a iniciativa de informar o Museu Nacional Ferroviário português, que desconhecia esta tentativa de venda por parte da CP. “O que é incrível é que a CP tenha proposto a sua venda sem informar previamente o museu português”, disse, explicando que a posição da Fedecrail é de que o património deste tipo só deve ser vendido ao estrangeiro “se não houver nenhuma possibilidade de preservação no país de origem e/ou se estiver em perigo”.

A tentativa de venda partiu da CP Frota, a unidade de negócios que gere o material circulante, através de um email muito informal, datado de 9 de Novembro e enviado para museus ferroviários europeus, no qual até se propunha que fossem estes a avançar com uma proposta de preço.

Contactada a CP, a porta-voz da empresa explicou que se trata de um comboio que está em condições operacionais (em 2005 ainda circulou na Linha do Corgo), mas que não tem agora utilização possível em Portugal, com o fim anunciado da Linha do Vouga, que é a última linha de via estreita em funcionamento no país. “Podendo haver interesse por alguma companhia ferroviária na sua colocação ao serviço para fins turísticos, a CP fez uma primeira auscultação do mercado para verificar a existência de eventuais interessados”, disse a mesma fonte. A CP mantém, por isso, o interesse na venda, mas admite agora que “será dada preferência ao Museu Nacional Ferroviário, caso este tenha disponibilidade” para o comprar.

Esta posição oficial da CP surpreendeu o presidente da Fundação do Museu Nacional Ferroviário, Júlio Arroja, que tinha pedido à CP para que houvesse uma “cedência” (e não uma venda) daquele material circulante ao museu. “Foi feito um pedido à administração da CP e creio que o assunto está bem encaminhado”, disse ao PÚBLICO.

É que, embora tenha sede no Entroncamento, o Museu Nacional Ferroviário tem secções museológicas em todo o país e existe precisamente um projecto para Macinhata do Vouga (Águeda). Este projecto consiste na requalificação do complexo ferroviária daquela estação, para albergar ali o comboio histórico e poder vir a dar-lhe utilização, com passeios turísticos entre Aveiro, Águeda e Sernada do Vouga. Um projecto que agora fica no limbo, com o encerramento da Linha do Vouga.

Material do início do séc. XX

O comboio histórico de via estreita em causa é composto por uma locomotiva a vapor fabricada na Alemanha em 1923 e enviada para Portugal a título de indemnização da I Grande Guerra. Esta máquina prestou serviço em praticamente todas as linhas de via estreita do país e está ainda operacional. A composição pode também ser rebocada por uma locomotiva a diesel de 1964, fabricada em Espanha, e comprada pela CP em segunda mão nos anos setenta.

Além de um furgão em madeira de 1925 e de um vagão-cisterna, a composição inclui uma carruagem de origem belga de 1908, outra fabricada na Alemanha em 1925 e ainda uma outra construída pelos então Caminhos de Ferro do Estado, nas oficinas do Porto, em 1913. O conjunto constitui um acervo único em Portugal e raro na Europa, que deve ser preservado, “de preferência no país de origem”, refere Jacques Daffis.

Comboios turísticos

 Apesar de residual em Portugal, a exploração de comboios turísticos e dos museus ferroviários a que estes estão associados constituem uma actividade que só em três países europeus – Alemanha, Reino Unido e França – emprega 3812 pessoas e factura anualmente 174 milhões de euros.A Fedecrail – Federação Europeia dos Caminhos-de-Ferro Turísticos e Históricos é um organização de direito belga que congrega 616 membros de 27 países e que tem por missão a coordenação de todos os caminhos-de-ferro históricos e dos museus que se ocupam da sua conservação, bem como da protecção do material circulante que lhes está associado.

Em Portugal, o único comboio histórico em funcionamento é o do Douro, entre a Régua e o Pinhão, que só circula no período de Verão. A CP ameaça acabar com ele, se não aparecer qualquer entidade disposta a assumir-se como parceira de exploração do comboio que este ano registou prejuízos da ordem dos 60 mil euros. A CP já teve também o Comboio do Vinho do Porto, que circulou no Douro, mas que se encontra agora semi-abandonado em Contumil.

Fonte: jornal Publico 

Publicado por: lgoncalves59pt | Dezembro 4, 2011

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

 Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, e o MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, irão organizar duas manifestações, no âmbito de uma série de eventos dedicados aos Vales Durienses Ameaçados.

O MCLT organizará uma manifestação com percurso entre o Centro Cultural de Mirandela e a estação de caminhos-de-ferro de Mirandela, onde convidamos cada participante a acender uma vela para depositá-la depois no cais de embarque da estação de 124 anos. Esta manifestação está marcada para as16h30 do dia 1 de Dezembro próximo, e tem como principais objectivos não só despertar as consciências – sobretudo as que povoam o Governo em Lisboa – para a situação actual da Linha do Tua e a sua importância para o futuro da região, mas também para os factos e números que envolvem a construção da barragem do Tua.

O MCLC organizará um dia de aproximação à Linha do Corgo, que culminará na concentração no largo da estação da Régua, tendo como objectivo também chamar a atenção da sociedade civil para a situação actual da Linha do Corgo, e o seu potencial de desenvolvimento. A concentração está marcada para as 15h00 do dia 4 de Dezembro próximo.

Apesar de ambas as iniciativas apresentarem objectivos bem localizados, o convite estende-se a todas as associações, movimentos cívicos e cidadãos de todo o país, que lutam pelo caminho-de-ferro em diversas vertentes, desde a Linha do Minho à do Douro, do Ramal da Lousã e da Linha do Vouga à Linha do Oeste, e do Ramal de Cáceres e da Linha do Leste às Linhas do Sueste e Algarve.

Trinta anos de políticas desastrosas para o caminho-de-ferro em Portugal levaram-nos à miserável condição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, e agora o Plano Estratégico dos Transportes está a tentar ditar o encerramento de vias-férreas que no seu conjunto não representam sequer 3% dos prejuízos da CP, perpetuando uma farsa que lentamente levou o país a uma perigosíssima dependência das estradas.

BASTA! Esta situação é insustentável, e a má gestão sistemática de sucessivas tutelas e Conselhos de Administração da CP e da REFER não poderá passar incólume e remediada com mais encerramentos de troços ferroviários e perda de horários e outros serviços, com importância económico-social fundamental para o bem-estar da sociedade.

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal!

Vila Real, 27 de Novembro de 2011

Publicado por: lgoncalves59pt | Novembro 3, 2011

Comunicado – Rescaldo do debate em Alvações do Corgo

Rescaldo do debate em Alvações do Corgo

O MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, vem por este meio congratular todos os cidadãos que compareceram no Centro Cultural de Alvações do Corgo, para o debate promovido por este Movimento a respeito do presente e futuro da Linha do Corgo, no passado dia 30 de Outubro.

Para além da população local, que continua vergada sobre o peso da dúvida quanto ao futuro do seu direito à mobilidade, bem-estar e desenvolvimento, compareceram também o sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião, e o sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua, que tiveram intervenções dignas de registo no âmbito deste debate.

Estiveram presentes mais de 50 pessoas, distribuídas por faixas etárias que foram dos 5 anos de idade, aos 85 anos de idade, passando por jovens e adultos, que utilizaram o comboio para deslocações para os seus locais de estudo e trabalho, lazer e saúde.

Foi-lhes explicado porque é que Portugal é hoje o único país da Europa que nos últimos 20 anos perdeu passageiros na ferrovia: horários desajustados, material circulante anacrónico, mordomias incríveis para administradores, crescimento desregrado de quadros superiores e administradores, entre muitos outros factores, levaram a que Portugal, de 1988 até aos nossos dias, apresentasse números como a perda de 43% de passageiros, um terço da rede ferroviária nacional, e 52% de ferroviários, acumulando um aumento do prejuízo de quase 100% e da dívida de 400%.

Foi ainda demonstrado que um possível cenário de reabertura da Linha do Corgo da Régua a Chaves (96 km, a totalidade da Linha do Corgo), comprando ainda material circulante (automotoras para passageiros, e locomotivas e vagões para mercadorias), custaria tanto quanto custou a Variante da Trofa (3 km, na Linha do Minho), uma obra realizada por mero capricho de um autarca, à revelia da própria população.

O MCLC continuará a informar a população servida pela Linha do Corgo, promovendo no futuro novas formas de luta, pelo regresso do comboio a uma linha que não representará nem 1% dos prejuízos da CP, e que querem fazer de bode expiatório – em conjunto com outras vias semelhantes – de 30 anos de Terrorismo Social.

Movimento Cívico pela Linha do Corgo
http://linhaferroviariadocorgo.wordpress.com/

Publicado por: lgoncalves59pt | Outubro 29, 2011

Comunicado MCLC

Comunicado MCLC

Levantamento de Carris na Estação de Vila Real 

Fomos hoje alertados que uma empresa, supostamente com conhecimento da REFER e sob supervisão de um encarregado desta empresa pública, estaria a retirar da estação de Vila Real os carris anteriormente levantados no troço Régua – Vila Real na sequência das prometidas obras de requalificação da Linha do Corgo.

Foram recolhidas fotos que demonstram a presença de camiões e de uma máquina de levantamento de cargas, tendo dois membros do MCLC presenciado à carga de carris para um dos camiões. Os camiões não demonstram a que empresa pertencem, e aquando da gravação de uma entrevista por um canal de televisão a um dos membros do MCLC junto à entrada da estação de Vila Real, um dos camionistas dirigiu-se ao operador de câmara perguntando se lhe iam filmar o camião, num tom um pouco exaltado.

Numa semana onde se noticiou uma suspeita há muito gravada no seio dos trasmontanos, a de que o desmantelamento da Linha do Sabor estaria ligada a algum caso de corrupção, neste caso o denominado “Face Oculta”, que envolve entre outros precisamente a REFER e uma empresa de sucata em negócios de desmantelamento de vias-férreas, estes movimentos levantam demasiadas questões, que deverão ser esclarecidas urgentemente pela REFER.

Segundo conseguimos apurar, estes carris não seriam utilizados na reabertura da Linha do Corgo, pelo que não lhes restaria nenhuma função na estação de Vila Real. Admitindo que estes carris seriam do tipo de 30 a 40 kg/m, teriam de estar demasiado degradados para não terem mais utilidade numa Via Estreita, ou então a Linha do Corgo deverá contar com uma reabertura que inclua carris de 45 kg/m, relação de excelência para este tipo de vias.

A respeito do encerramento definitivo da Linha do Corgo não há ainda certezas, nem quanto ao que diz respeito às responsabilidades da REFER (reposição da via), nem quanto às da CP (transportes alternativos).

Relembramos que o encerramento das Linhas do Tua, Corgo e Tâmega e do Ramal da Figueira da Foz, representaria um alívio dos prejuízos da CP de apenas 6 milhões de euros por ano, o que não chega a representar 3% do seu défice, longe, demasiado longe de tal representar o que quer que seja no objectivo de equilibrar as contas desta empresa pública, mas brutalmente perto de nova medida de terrorismo social da tutela dos transportes. Estes números não incluirão as perdas de receita advindas do encerramento.

Em 20 anos, os caminhos-de-ferro portugueses perderam 43% de passageiros (inédito em toda a União Europeia), um terço da sua extensão, e metade dos seus trabalhadores, tudo em nome do equilíbrio das contas; o resultado é o agravamento do défice para o dobro e da dívida para o quádruplo, juntamente com um agravamento dos custos com administradores de 110%.

A Linha do Corgo já não tem pessoal nas estações intermédias, e a estação de topo, Vila Real, só abre uma vez por mês, para a venda de passes. Alvações do Corgo não dispõe de outro transporte público que não o comboio, sendo que as deslocações de comboio ou de automóvel particular ou mesmo de autocarro apresentam na Linha do Corgo as seguintes características (ver em anexo no email).

Ficará este dia conhecido também como Noite do Roubo, neste caso mais descaradamente, como Tarde do Roubo?

Vila Real, 27 de Outubro de 2011

Movimento Civico Pela Linha do Corgo

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

Estação de Vila Real, 27/10/2011

 
Noticia na SIC:

Publicado por: lgoncalves59pt | Outubro 25, 2011

O Presente e o Futuro da Linha do Corgo

O Presente e o Futuro da Linha do Corgo

DEBATE PUBLICO

Centro Cultural de Alvações do Corgo

30 de Outubro de 2011, 16.00 h

Este é o primeiro debate promovido pelo MCLC, em Alvações do Corgo,  a decorrer no próximo domingo, dia 30 de Outubro, no Centro Cultural de Alvações, a partir das 16h00. 

Debate sobre a linha do Corgo, Alvações do Corgo, 30/10/2011-16 h

Durante o debate serão apresentados alguns  números e factos sobre a Linha do Corgo.  Seguidamente será promovida a discussão sobre a situação desta linha á luz das recentes noticias do Plano Estrategico de Transportes  (PET)  e  as consequencias graves que o seu encerramento terá para toda esta região.  Discutir-se-á ainda sobre  a  real importancia desta via ferroviária para  o desenvolvimento de todo o distrito de Vila-Real.

Todos estão convidados a partilhar as suas ideias no decorrer deste debate, e será aproveitado o momento para assinar a Petição pela Linha do Corgo e que se encontra disponível através do link a seguir indicado:

(http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15067).

Vila Real, 24 de Outubro de 2011

Todos juntos não seremos demais!
Movimento Cívico pela Linha do Corgo

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